OUÇA MÚSICAS INSPIRADAS

22 de jul de 2009

006 - Autoridade Espiritual

Introdução:
Esta mensagem visa dar uma visão clara e definitiva sobre a questão da autoridade. Em todos os tempos, essa questão, foi uma “brecha” para a ação de Satanás, no meio do povo de Deus, em Israel e na Igreja Cristã, e precisamos uma vez por todas fechar esta “brecha”.

A questão da autoridade é anterior a criação da humanidade, pois foi querer tocar na autoridade de Deus, que originou a queda de Lúcifer, sendo expulso com seus seguidores, porque almejou destronar a Deus, não querendo se submeter a Sua autoridade.

Os maiores problemas do mundo, consiste na quebra de autoridade. Deus mantém o ordem no mundo, através da autoridade, e ela existe para abençoar, defender e dirigir. O Livro de Apocalipse afirma, que o Anticristo se levantará com a bandeira do desrespeito, da irreverência e da ilegalidade. Ele basicamente se oporá a toda autoridade constituída por Deus, e por isso, o espírito do anticristo leva à rebelião.

O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses, referindo-se ao espírito do anticristo, que ele chama de “homem de iniquidade”, o “filho da perdição”, afirma que ele se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus (II Ts 2.3, 4).

Um assunto tão importante como esse, merece a nossa atenção, e oramos para que o Espírito Santo de Deus, nos ilumine, pois esse entendimento é fundamental em nossa luta contra o diabo, seus demônios, e para nos edificarmos espiritualmente.

Princípio Básico da Autoridade:
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas“ (Rm 13.1). Neste texto, encontramos o princípio básico dado por Deus, com respeito a relação do crente em Jesus Cristo e o Estado, que é a submissão as autoridades.

Submissão é “estar debaixo da missão de”. Debaixo da missão daquele que tem a autoridade, logo devemos estar debaixo da missão, que os nossos líderes tem para a Nação, para o Estado, para o Município, para a Igreja, etc. “Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda a boa obra, não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos dando provas de toda cortesia, para com todos os homens“ (Tt 3.1-2).

A admoestação de Paulo, é para todas as pessoas e de toda as idades (veja o texto Tt 2.1-10). Lembra-lhes, que devam sujeitarem-se aos que governam, às autoridades e que, entre outras coisas, não sejam altercadores, ou seja, “provocadores de polêmicas".

No Livro de Atos dos Apóstolos, encontramos a seguinte resposta de Paulo: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote, porque está escrito: não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (AT 23. 5). É dever de cada servo do Senhor Jesus, sujeitar-se às autoridades constituídas, por amor a Cristo.
Deus, através de Moisés, deixou a seguinte recomendação com respeito a obediência aos líderes espirituais em Israel, que eram os sacerdotes: “O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que ali está para servir ao Senhor, teu Deus, nem ao juiz, esse morrerá; e eliminarás o mal de Israel, para que todo o povo o ouça, tema e jamais se ensoberbeça” (Dt 17. 12-13).

A primeira vista, o ordem de Deus é dura de mais, contudo o que Deus quer que seu povo aprenda, é que contra uma autoridade constituída por Ele, deve ser obedecida, pois fala com a autoridade de Deus, logo, se insurgir contra essa autoridade, é o mesmo que se insurgir contra Deus, daí, o castigo ser tão severo, e assim, os demais do povo aprenderiam a lição, e sendo assim não fariam como aquele que errou, e o mal seria abolido do meio do povo.

Observe este texto: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja o rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem“ (I Pe 2. 13-14).

O princípio de uma vida exemplar, perante o mundo é a sujeição voluntária, por amor a Deus, e ao evangelho de Jesus, a todas as instituições de ordem social, civil e principalmente espiritual (eclesiástica), esta última, tratando-se da Igreja de Jesus. “Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada“ (Jo 19.11). Duas lições preciosas aprendemos neste texto:
1. que o próprio Jesus Cristo, como homem, sujeitou-se às autoridades; e
2. que nenhuma autoridade existe, que não tenha a sua base diante da soberania de Deus.
“De modo que aquele, que se opõe a autoridade, resiste a ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Rm 13. 2).

Deus castigará aquele, que se opõe a autoridade constituída por Ele. É pecado de rebelião, é espírito do anticristo, é maldição, na esfera espiritual, e, na esfera civil ainda está passivo de condenação civil.

Muitos são os textos bíblicos que fala sobre esse assunto. Observe mais este: “é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos, e reservar sob castigo, os injustos para o dia do juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores ..." (II Pe 2. 9-10). Deus mantém sob castigo aqueles “que menosprezam qualquer governo” (autoridade), isto é, não tem em conta, agem com pouco apreço, pouco ou nenhum respeito. O Apóstolo Pedro chama esses tais de atrevidos, arrogantes, pois mesmo sabendo da pena de castigo do Senhor, não tem nenhum temor em difamar autoridades superiores. Foi Deus que constituiu, é Deus quem julga e disciplina.

Deus constitui as autoridades para o nosso próprio bem. “Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás o louvor dela“ (Rm 13: 3). A humanidade está corrompida, cheia de pecados, que caos seria se não houvesse as autoridades. Cada pessoa fazendo o que desejasse, sem ordem ... que caos seria, e até dentro da comunidade cristã, se não houvesse autoridade ... que caos seria.

“Então Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5. 29). O cristão deve estar debaixo das autoridades constituídas, porém se esta autoridade não estiver debaixo da autoridade de Deus, for contrária a Palavra de Deus, e determinar ao cristão, que execute ordens que contrariem a sua fé e a Palavra de Deus, então, neste caso, e somente neste, pode ser desobedecida. Deve-se obedecer a autoridade maior, que para o crente é a Palavra de Deus.
Sendo uma Autoridade Espiritual, o crente deve colocar o assunto diante da autoridade superior, e por último, diante de Deus, pois foi Ele quem colocou, logo só Ele pode mexer.
A oração é a arma mais eficaz neste caso (leia Tg 5. 16, 19, 20) e, deve ser usada poderosamente.

“Disse-lhes então Jesus: Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mc 12. 17). O limite da responsabilidade diante de uma autoridade, não pode ultrapassar a vontade de Deus, registrada na Bíblia. O que é da nação, estado, município, etc. é devido a eles, mas, o que é de Deus, daremos a Ele.

“ ... Samuel perguntou: Que fizeste ? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e tu não vinhas nos dias aprazados, ... e, forçado pelas circunstancias ofereci holocausto, ... já agora não subsistirá o teu reino, o Senhor buscou para si um homem que lhe agrada ...“ (I Sm 13. 8-14). O líder, aquele que está com autoridade, deve ser extremamente obediente, pois se ele não o for, como poderão também obedece-lo? Saul perdeu sua autoridade como rei, quando deixou de obedecer a ordem de Deus. Ele foi consagrado para ser rei e não sacerdote. Quando Saul exerceu, sem autoridade o sacerdócio, foi castigado por Deus. Ele, de uma certa forma, quis “tomar” o lugar de Samuel, que era o sacerdote ungido de Deus.

“Arrependo-me de haver constituído rei a Saul; porquanto deixou de me seguir, e não executou as minhas palavras“ (I Sm 15. 11). “Porém Samuel disse: tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e o atender melhor do que a gordura dos carneiros. Porque rebelião é como o pecado de feitiçaria, e obstinação é como idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei“ (I Sm 15. 22-23).

Deus trata a desobediência com severidade, pois, como já vimos anteriormente, foi o primeiro pecado na terra, e nos céus, pois Lúcifer também desobedeceu. Deus requer, de todo aquele que tem autoridade, que Lhe seja obediente, para que o povo também o obedeça e lhe respeitem a autoridade. O texto é claro na afirmação de que, não adianta fazermos “nossos sacrifícios” e, nem oferecer “nossos holocaustos”, sem que sejamos obedientes, porque aquele que é desobediente, está em rebeldia, e quem está em rebeldia tornou-se igual àqueles que estão em pecado de feitiçaria.
Quantos líderes, estão combatendo o pecado de feitiçaria, idolatria, etc. e, aos olhos de Deus, estão no mesmo pecado, pois não aceitam e andam falando mal de uma autoridade constituída. Também fala de obstinação. O verbo obstinar, significa “manter-se na teima ou erro”, logo, os teimosos (aqueles de coração duro) e, aqueles que vivem no erro, mesmo sendo líderes importantes aos olhos dos homens, mas agindo assim, rejeitando a Palavra do Senhor, poderão também ser rejeitados pelo Senhor. Ele deu, Ele também pode tirar.

“Então disse Saul ao seu escudeiro: Arrancas tua espada, e atravessa-me com ela, para que porventura não venham estes incircuncisos , e me traspassem e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis porque temia muito; então Saul tomou da espada e se lançou sobre ela“ (I Sm 31. 4). O escudeiro de Saul, não quis, não cumpriu sua ordem para mata-lo. Diz o texto, que o escudeiro “temia muito” e isto devido o fato de que Saul, mesmo em pecado, mesmo dando a ordem, era um ungido do Senhor, era uma autoridade, e por isso estava debaixo da autoridade superior que é Deus. O escudeiro sabia que, não se podia tocar num ungido de Deus.
A questão de tocar num ungido de Deus, numa autoridade constituída por Deus, é coisa muito séria. Veja: Davi, já havia sido ungido por Samuel por ordem de Deus, para ser rei no lugar de Saul (I Sm 16. 13), e mesmo vendo os erros e pecados que Saul cometia, mesmo sendo perseguido por Saul, Davi não ousou tocar em Saul. Por que? Porque ele era ungido de Deus, uma autoridade do povo de Deus.

“disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, (referia-se a Saul), isto é, que eu estenda a mão contra ele, porque é ungido do Senhor, os teus próprios olhos viram hoje que o Senhor te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou, porque disse: não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é ungido de Deus“ (I Sm 24. 6, 10). Leia as seguintes passagens bíblica: I Sm 26: 10, 11, 16 e 23.

“Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; ... por isso o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé“ (I Cr 10. 13, 14). Com Deus não se brinca. Deus, não precisa de ajuda, para punir seus escolhidos que, não estão mais fazendo a Sua vontade. Ele sabe como resolver. Aprenda a não tocar no ungido de Deus, numa autoridade. Deus está nos céus vendo tudo e sabe a hora certa e, até quando permite determinada coisa. Quem somos nós para tocar ou falar de um ungido do Senhor?

“Então eles pediram um rei, e Deus lhes deparou Saul, ... e isto pelo espaço de quarenta anos. E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, ...“ (At 13. 21, 22). Paulo citando este fato, ensina aos seus contemporâneos (e a todos nós), que quem põe e quem tira seus ungidos, suas autoridades, é o próprio Deus, e o faz segundo o Seu querer e segundo a Sua palavra.

Agora, observe este episódio do Antigo Testamento: “Serás expulso de entre os homens ... até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o Reino dos homens, e o dá a quem quer“ (Dn 4. 32). Deus é Senhor soberano, Senhor dos céus e da terra, tem o comando do reino dos homens, e o dá a quem quiser e tira, quando assim desejar. No v. 33 vemos que, de fato se cumpriu na vida do rei Nabucodonosor, o que Deus lhe falara.

O Perigo De Se Insurgir Contra Uma Autoridade Constituída Por Deus:

1 – Foi o pecado de Lúcifer querer ser igual a Deus. “... Assim diz o Senhor Deus: Visto que se eleva o teu coração, e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no coração dos mares; e não passas de homem e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus“ (Ez 28.2).

O grande perigo é o de querer ser, o que Deus não disse que seria, e com isso, querer usurpar a autoridade do outro; foi o que Lúcifer quis, em relação a Deus e, hoje ele fica incitando aos homens, a mesma atitude em relação aos seus líderes. No livro de Judas, o irmão de Jesus, lemos: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda“ (Jd 9). Como a atitude de Davi diante de Saul, aqui o Arcanjo Miguel, aplica o mesmo conceito: Não tocou em Lúcifer sem a autorização de Deus.

2 – Não se deve falar mal de uma autoridade. “Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do seu povo“ (Ex 22.28).

No texto, príncipe significa autoridade do povo, logo, o que se afirma, é que uma autoridade, deve ser preservada de comentários maliciosos. Uma atitude, que tem sido corriqueira, no seio da Igreja de Jesus. Líderes falando mal dos colegas; membros falando mal de líderes e de outros membros; em fim, esse é um hábito, infelizmente, em nosso meio, para desgraça nossa e do crescimento do Reino de Deus. Uma artimanha de Satanás, no seio da Igreja, enganar-nos com essa atitude reprovável: a fofoca, o disse me disse, o mexerico.

3 – Deus não permite tocar nos seu ungidos e profetas. “Dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas “ (Sl 105. 15).

Como afirma Ap 1. 20, as sete estrelas que estão na mão direita de Jesus, são os sete anjos das sete igrejas, logo, sabemos que esses “anjos”, são os pastores, os ungidos para o ministério, e esses, estão sob o cuidado especial de Jesus, e, é muito temerário, alguém querer “tocar” em um deles.

4 – Castigos para quem toca numa autoridade constituída por Deus. “Partiram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher etíope, que tomara; E disseram: Por ventura não tem falado o Senhor somente por Moisés? Não tem falado também por nós? O Senhor o ouviu” (Nm 12.1,2).

Foi o desejo de ser igual a Deus que levou nossos primeiros pais, Adão e Eva, a queda. O pecado de Arão e Miriã foi o mesmo: nós somos iguais a Moisés, Deus também fala através de nós, podemos fazer o trabalho que ele faz, e não estamos no pecado como ele está (no caso da mulher etíope). Mas, note no final do versículo: “O Senhor o ouviu“. Quem vai tratar, quando uma pessoa se insurge contra uma autoridade, um ungido de Deus, é aquele que o constituiu, no caso Deus.
A “briga” não é nossa, é de Deus. Por isso cuidado. Diz a escritura: “Horrível coisa é cair nas mãos de Deus“. “Então o Senhor desceu na coluna da nuvem, chamou Arão e a Miriã, e eles se apresentaram. Então disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me faço conhecer, ou falo com ele em sonhos. Não é assim com meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente, e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor: como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés? E a ira do Senhor contra eles se ascendeu; e retirou-se. A nuvem afastou-se de sobre a tenda e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” (Nm 12. 5-7).

A ira de Deus, veio sobre Arão e Miriã, porque eles falaram mal de Moisés. Mas, não tinham eles “razão”, quando foram contra Moisés, por arranjar uma segunda mulher e ainda fora do povo de Deus, ignorando a Lei, e assim pecando? (v. 2) A razão diz que sim, mas muitos tem errado e pecado, trazendo a maldição e o castigo de Deus, quando usando a razão tocam num ungido de Deus. É Deus quem fala com ele, se revela a ele, logo, Deus tem como o tratar, não é problema nosso; já nos basta os nossos próprios problemas para tratarmos com Deus.
Podemos sim, tratando com Deus, colocarmos o assunto do Seu ungido na Sua presença, mas, orando a Deus sozinhos, e não na presença de outras pessoas, e deixarmos que Deus resolva.
Vejamos outro exemplo bíblico desse assunto: “Coré, filho de Jizar, filho de Coate, filho de Levi ... Levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, eleitos por ela, varões de renome, e se ajuntaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: basta, pois que toda a Congregação é santa, cada um deles é santo, e o Senhor está no meio deles; por que, pois vos exaltais sobre a Congregação do Senhor?” (Nm 16. 1-3).

Coré, tomou consigo Datã e a Abirão (v.1) e se insurgiram contra a autoridade de Moisés e Arão, “com duzentos e cinqüentas príncipes da congregação”. A questão é, Coré queria o lugar de Arão - queria o sacerdócio. E com seus aliados, desejavam impor essa situação, pois, não lhes bastavam o serviço no santuário, isto porque eram levitas, e no caso dos príncipes o serviço no meio da congregação, isto porque os duzentos e cinqüenta eram príncipes – tinham o governo do povo.

“Acaso é para vós outros cousa de somenos que o Deus de Israel os separou da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de cumprirdes o serviço do tabernáculo do Senhor e estar perante a congregação para ministrar-lhe; E te fez chegar, Coré, e todos os irmãos, os filhos de Levi contigo e ainda procurais o sacerdócio? Pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o Senhor; e Arão, que é ele, para que murmureis contra ele ?” (Nm 16. 9-11).

A Palavra de Moisés é clara contra aqueles insubordinados: “pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o Senhor...”. Coré queria o lugar de Arão, mas quem ungiu a Arão foi o Senhor, que é a autoridade para faze-lo, logo, com essa atitude, Coré não estava se insurgindo contra Arão, e sim rebelando-se contra Deus. Está aí, o espírito do anticristo, o espírito de Satanás, agindo: rebelião contra uma autoridade constituída por Deus.
Voltemos ao texto. Observe a afirmação de Coré e seus seguidores: “toda a Congregação é santa, cada um deles é santo, e o Senhor está no meio deles”. O que eles estavam dizendo é que Arão não era especial para exercer o sacerdócio, logo ele também queria ser sacerdote. Na verdade ele estava certo, ao afirmar: a Congregação é santa; cada um deles era santo; e, o Senhor, está no meio deles; mas, esqueceu-se Coré, de que a pessoa que recebe uma autoridade de Deus, não a recebe por méritos próprios, e sim, pela graça e vontade de Deus.
É Deus quem chama; é Deus quem vocaciona; é Deus quem ungiu; logo, só Deus pode tirar.
Por causa dessa atitude, Coré e seus seguidores, receberam o castigo de Deus: a terra se abriu e os engoliu vivos, a todos, e morreram, e assim Deus acabou com esse mal em Israel (Nm 16. 30-33).
Mexer temerariamente na autoridade ungida de Deus, é expor-se à condenação d’Ele: “aquele que se opõe à autoridade, resiste a ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Rm 13. 2).

Tocar na autoridade constituída por Deus, é tocar no próprio Deus, que é fogo consumidor e, como disse anteriormente, “horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10. 26-31).
Fico a me perguntar: Quantos já receberam o castigo de Deus, por tocarem em um ungido seu? Quantos já perderam sua vida espiritual, por falarem mal de uma autoridade do Senhor? Não sei, mas que Deus tenha misericórdia da Sua Igreja.
Poderíamos citar outros exemplos, mas creio que já fomos despertados, sobre esse assunto, contudo ainda quero referir-me um pouco mais. Veja o texto: “Em dia designado, Herodes, vestido de traje real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo exclamava: É voz de um deus e não de homem. No mesmo instante um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou” (At 12. 21-23).

Herodes foi morto por um anjo, por não ter dado glória a Deus, e recebido e concebido em seu coração, a palavra do povo que o chamava de deus. Ele se exaltou, se orgulhou e o Senhor não o poupou. Aquele que não atribui o que faz à glória de Deus, é como que se estivesse no lugar de Deus, tirando a autoridade de Deus, e, o Senhor derruba todo aquele que quer ser superior, pois Deus não dá a sua glória a ninguém.
Muitos servos de Deus, com o passar do tempo, e por ter feito grandes obras e ter adquirido certo prestigio na Igreja de Jesus, acabam se julgando mais do que são, entrando a vaidade, o orgulho, etc. em suas vidas e ministérios. Esses sentimentos, acabam roubando a Glória de Deus, e passam a querer para si esta glória, mesmo sem perceber, ou afirmando que não, contudo o Espírito Santo, que sonda mentes e corações está vendo. Cuidado, o castigo está a caminho, e quando não se perceber o Senhor castigará.
O entendimento correto, do que venha a ser verdadeiramente AUTORIDADE ESPIRITUAL é fundamental para a paz e o crescimento da Igreja de Cristo. Quem não se aperceber disso, seja um pastor, um líder ou simplesmente um membro da Igreja, certamente terá problemas em sua vida espiritual e no seu ministério, pois Deus, como vimos, não tolera a quebra da autoridade constituída. Ele constituiu, ele estará corrigindo ou retirando, se for o caso, no Seu devido tempo, ou será que alguém queira fazer o trabalho de Deus?
O princípio fundamental da autoridade, é ser fiel a quem o constituiu naquela autoridade, pois se você não sabe, ser submisso e estar debaixo de autoridade, como que o Senhor poderá lhe dar mais autoridade? Como que os demais servos vão lhe obedecer? A Igreja se move debaixo da autoridade espiritual, e sem ela, a Igreja não pode caminhar. Este princípio é fundamental para quem quer fazer a obra de Deus e ser bem realizado.
Que o Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nos abençoe nesse entendimento, para que fortalecidos na Palavra, o diabo não nos atinja mais nesta área. Aleluia! Glória a Deus! Amém.

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