OUÇA MÚSICAS INSPIRADAS

27 de ago de 2009

011 - O Dinheiro está na Boca do Peixe

Introdução:
O que dá veracidade ao título desta mensagem é o que Jesus afirmou a Pedro, quando disse: "Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e paga-os por mim, e por ti” Mt 17.27.
Deus criou o homem a Sua imagem e semelhança (Gn 1.26). E disse: “tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre toda terra e sobre todos os répteis que rastejam na terra”. Esse domínio, que o homem tem, é para obter a sua manutenção e a de sua família. Hoje, esse domínio, vem através do nosso trabalho, e assim nos sustentamos, quando recebemos dinheiro.
O dinheiro está na boca do peixe. Esta afirmação que fiz, a primeira vista, parece estranha, mas o próprio Jesus Cristo nos mostra a veracidade dela, ao mandar o apóstolo Pedro retirar, da boca do peixe, o dinheiro necessário para que eles paguem os impostos, e ficassem livres de seus compromissos e pudessem assim, se dedicarem ao ministério da palavra de Deus.
Em outra oportunidade, Jesus ao chamar Pedro, e os demais apóstolos ao ministério, disse: “Vinde a mim e eu os farei pescadores de homens” (Mt 4.19).
No texto, que citei anteriormente de Gn 1. 26 destaca-se a palavra “domínio”. Vejamos, “domínio sobre os peixes”, espiritualmente, peixes significa homens, almas, isto é, poder para dominar homens para os caminhos de Deus.
Por que? Porque, Deus sabia, que Satanás usurparia a autoridade do homem, quando o levou a desobedecer a Deus pecando, logo, o homem receberia de Deus essa ordem, para reconduzir almas a Deus.
Jesus quer, que possamos ser pescadores de almas (homens) e Ele nos daria poder para conduzi-los a Deus. Daí, com essa missão, Pedro e os demais apóstolos, que exerciam a profissão de pescadores, agora largariam tudo, para se dedicarem a serem pescadores de homens.
Esse poder, para “dominar homens”, na realidade é, poder para determinar que a ação maligna, que esta sobre esses homens, saiam e eles sejam libertos.
Pedro recebeu o seguinte estímulo, para continuar pescando almas: “Eis que nós tudo deixamos e te seguimos. Jesus respondeu: Em verdade vos digo que, ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor ao evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, campos, com perseguições, e, mundo por vir, a vida eterna” (Mt 10. 28-30).
Quando o homem trabalha para “pescar almas”, produzir frutos e multiplicar o reino de Deus, Deus mesmo trabalhará para ele. Veja o texto: “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dorme” (Sl 127. 2). Você trabalha para estabelecer o Reino de Deus, e Deus trabalha para estabelecer o seu reino. Deus cuida de seus negócios, cuida de suas necessidades, cuida de sua família, e lhe dá prosperidade: “Porque desde a Antigüidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Isaías 64.4). Aleluia!
E também: “Não são todos eles (anjos) espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14).
O Rei de Sodoma disse a Abraão: “Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo” (Gn 14.21). Jesus Cristo, o Rei dos reis, está dizendo: Dá-me almas e Eu te darei prosperidade, nada há de te faltar, por fazer a minha vontade.
Veja a confirmação bíblica em Mt 22. 35 – “A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura alguma coisa? Nada, disseram eles”.
A benção está na boca do peixe. O dinheiro, a moeda, o sustento, a prosperidade está na boca do peixe. Quanto mais almas ganharmos, quanto mais almas a Igreja buscar, mais prosperidade teremos, pois, Deus sabe, que precisaremos de mais recursos, para melhor fazermos a Sua obra.
Não estou falando de uma troca de favores com Deus. Estou falando de uma realidade espiritual. Fomos chamados por Deus, para sermos pescadores de homens, foi assim, que Jesus se referiu aos primeiros discípulos, e é assim que Ele nos considera, ainda nos dias de hoje.
Observe ao seu redor. Aquelas Igrejas, que mais se preocupam em ganhar almas, são aquelas também mais prósperas. Há, em muitas Comunidades Cristãs, uma falsa afirmação, que o preferível é a “qualidade” e não a “quantidade”, isso para justificar o comodismo e falta de trabalho nessas comunidades. Vivendo dentro de uma redoma, essas comunidades, nada fazem, nada querem fazer, nada permitem que se façam, ao invés, criticam aqueles e aquelas Igrejas que o fazem.
Desejo que, você, caro leitor, se desprenda dos “dogmas” de sua comunidade cristã, e consulte ao Senhor, com respeito a essas palavras, que estás lendo, para que o Espírito te convença, e sejas mais e mais próspero, na obra do Senhor, em sua vida e em sua família.
Veja os quatro segredos de um abençoado pescador:
1) Tempo – Você precisa ter tempo para se dedicar à pesca.
Muitos irmãos usam todo o seu tempo para trabalhar, em função de sua vida e de sua família. São fiéis dizimistas e ofertantes, mas não prosperam. Observe o texto do Salmo 127. 1: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”, e novamente sito o verso 2: “inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão, que penosamente granjeastes, aos seus amados, ele o dá enquanto dormem”. Use, uma boa parte de seu tempo, para ganhar almas e trabalhar na obra e receberás grande prosperidade.
2) Paciência – Você precisa ter paciência para a pesca.
Muitos irmãos, ainda não adquiriram, o dom da paciência, e logo querem ver os resultados. Estes resultados só se vêem com muita oração e jejum. A Bíblia fala, que o lavrador precisa aguardar com paciência, os primeiros frutos. Vale a pena aguardar, pois o resultado é certo, quando ouvimos a voz de Deus: “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio” (Pv 11.30). Paciência tem que estar aliada a esperança. Ambas caminham juntas, e com ambas, se obtêm a vitória.
3) Silêncio – Você precisa fazer silêncio para pescar.
Muitos irmãos falam demais, falam o que não convém, falam coisas impróprias. Precisamos fazer silêncio para primeiro ouvir de Deus as estratégias da pesca. A hora, o local e a maneira de lançar as redes: “Disse-lhes Simão Pedro: vou pescar. Disseram-lhe os outros; também nós vamos contigo. Saíram, e entraram no barco, e, naquela noite, nada apanharam”. Então lhes disse Jesus: “Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes” (Jo 21. 3, 6).
4) Isca – Você precisa aprender a escolher a isca certa para pescar.
Cada tipo de peixe, se pesca com determinada isca, a qual mais lhe atrai. Muitos irmãos saem para “pescar almas”, sem nenhuma estratégia, sem nenhum planejamento, e por isso não são vitoriosos no que se propõem a fazer. A evangelização requer cuidados, planejamento e estratégias, realizando-a pessoalmente ou coletivamente. Tem que se aprender, a tirar da Palavra de Deus, que é a boa isca, a isca correta para cada momento. Precisamos aprende-la e vivencia-la em nossas atitudes, para que ela tenha resultados. A estratégia de Paulo: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria (humana), mas em demonstração do Espírito e de poder” (I Co 2. 4).
Conclusão:
Creio que aprendemos uma revelação nova, mesmo que, seja já tão antiga, para muitos servos de Deus, ao longo da história da Igreja Cristã. Deus trabalha para você, quando você está colocando “o reino de Deus em primeiro lugar”, e saberá que “todas as coisas vos serão acrescentadas”.
Para recebermos prosperidade integralmente, em todas as áreas de nossa vida, precisamos ganhar almas para Jesus. Não se esqueça o dinheiro está na boca do peixe. Aleluia!

14 de ago de 2009

010 - Ofertando o 2º Boi

Introdução:
Inicialmente observe o seguinte texto bíblico: “Naquela mesma noite, lhe disse o Senhor: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar” (Juizes 6.25).

Para entendermos esta mensagem do 2º boi, precisamos entender o que acontecia com o povo de Israel, nesse período de sua história. Observe o verso 3: “Cada vez que Israel plantava, os Midianitas, Amalequitas, como também os povos do Oriente subiam contra ele”. Israel plantava e seus inimigos colhiam, não deixava em Israel sustento algum. Vinham como gafanhotos e devoravam tudo que Israel plantava. Por causa disso, estava o povo de Deus muito debilitado, sem forças até mesmo para reagir, humilhado e na mais absoluta miséria.

Israel era nominalmente o Povo de Deus, plantavam dia e noite, e quando estavam prestes a colher, vinham seus inimigos e levavam tudo, e isso a cada colheita. Clamavam a Deus, porém (v. 10) o Senhor lhes mostra o porquê isso estava acontecendo: “E disse: Eu sou o Senhor, vosso Deus, não temais os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; contudo, não destes ouvidos à minha voz”. A razão era porque estavam sendo rebeldes.
De nome eles se consideravam povo de Deus, mas no coração e nas atitudes, não viviam como se de fato o fossem. Mesmo assim, para ser fiel ao Seu Nome, o Senhor escolhe Gedeão, para libertar os Israelitas dessa opressão.

Gedeão era o menor entre seus irmãos, e sua família a mais pobre da tribo de Manasses (v.15). A escolha de Deus, não se dá pelas condições humanas, não pelo que os olhos naturais vêem, mas se dá pelo que os olhos de Deus vêem. O homem vê o natural, Deus vê o interior e Deus viu em Gedeão, força: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura não te enviei eu?”. E mais: “Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fosse um só homem” (versos 14 e 16).

Deus aumenta a nossa força, e ainda mais, diminui a força do inimigo, para que alcancemos à vitória, que nos proporcionará paz e bênçãos. Contudo, o Senhor pediu de Gedeão, que ele Lhe sacrificasse o 2º boi, para que ele fosse vitorioso sobre os midianitas: “Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi...” (v.25).

Curioso. O segundo boi. Qual seria a diferença entre esse segundo boi de um boi qualquer? O que teria de especial este segundo boi? Por que Deus pediu o segundo boi a Gedeão? Porque que para receber a vitória, Deus pediu a Gedeão o sacrifício do segundo boi? Receba agora a revelação espiritual do 2º boi:

1º) Porque o 2º boi simboliza o 2º Adão, Jesus o sacrifício perfeito.
Observe o texto (verso 25) “o segundo boi de 7 anos ...”. O número 7 tem como simbolismo a perfeição. Em I Co 15. 22, 45-47, 49 lemos: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”, e ainda: “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é o primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu ... E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial”.

O diabo humilhou o 1º boi, simbolismo de Adão, encheu de enfermidades, miséria, dúvidas, morte e muito mais... O primeiro Adão era defeituoso, por isso o 1º boi não seria suficiente para obter aquela vitória, daí Deus exigir o 2º boi de sete anos para dar-lhes a vitória, porque significa o sacrifício perfeito (hoje sabemos que representa Jesus Cristo).

2º) Porque o 2º boi simboliza a oferta perfeita.

A oferta perfeita é aquela que vai além do compromisso, além da lei. A oferta perfeita é exemplificada no texto de Marcos 12. 43,44: “Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía todo o seu sustento”.

Bem diferente do Jovem Rico: “Só uma cousa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades” (Marcos 1. 21,22). Aí está a diferença entre o 2º boi e o 1º boi.

O 2º boi é a oferta de amor, voluntária, o melhor que a pessoa pode dar, é a oferta de primícias (primícias não é a primeira e sim a melhor oferta), é a oferta de Abel (2º boi), a oferta que agradou a Deus, diferente da oferta de Caim (1º boi). Deus não se agrada a oferta oferecida por obrigação, Ele considera essa oferta como defeituosa: “Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa?” (Ml 1.9).

E ainda: “Pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor um defeituoso“ (Ml1.14). Leia também o verso 13. Enganador é aquele que pode dar o melhor (2º boi) a Deus, e não o faz e traz a pior oferta (1º boi). Quem consagra o 1º boi no altar, não pode esperar nenhum benefício de Deus, e nem que Ele conceda as suas petições, e lhe vitórias. Amém?
Essa oferta perfeita, que a Bíblia, chama de 2º boi, não se refere, apenas a oferta de dinheiro, muito pelo contrário. Vai muito mais além, pois tudo que fazemos, e que, Deus requer de nós no Seu reino, constitui uma oferta agradável ao Senhor. Nosso tempo, o amor à obra, a ajuda ao necessitado, etc., lembre-se o que disse Jesus: “tudo o que fizeres a estes pequeninos irmãos a mim o fizeste”.

Quando por qualquer motivo, deixamos de fazer a obra de Deus, ou quando vamos ao culto apenas por obrigação, quando entregamos apenas o nosso dízimo, sem, contudo haver uma expressão de gratidão ou quando podemos dar além do que o fazemos, essa não é a oferta do 1º boi?

Mas, quando damos além do dízimo, quando nos oferecemos para os serviços na obra, que não seria de nossa obrigação, quando dividimos o que temos com alguém que tem necessidades, quando tudo o que fazemos contém um louvor e gratidão a Deus, não é essa a oferta do 2º boi?

Observe o texto: “Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração. Eis que vos reprovarei a descendência, atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos vossos sacrifícios (ofertas), e para junto deste sereis levados” (Ml 2.1-2).

Por isso o Senhor requereu de Gedeão o 2º boi de 7 anos. Israel plantava e não colhia, porque não consagravam ao Senhor o melhor. Israel buscava o Senhor, mas não de coração, pois não confiavam integralmente em Deus, como sendo o seu Deus.

Após sacrificar a oferta perfeita, o 2º boi, Gedeão, foi capacitado espiritualmente, porque cumpriu o que Deus determinara, e pergunta ao Senhor: Posso agora guerrear? Deus responde: não. Tem muita gente contigo e Eu vou tirar a força do inimigo, para que você possa ver, que quando se oferta o melhor, o 2º boi, a vitória é certa e o povo me glorificará.

O texto é de Juizes 7. Eram 32.000 homens. Muita gente. Tire os medrosos. Saíram 22.000. Ainda tem muita gente, 10.000 é muito. Ficaram agora 300 homens. Mas, não é pouco, Senhor? Não, Gedeão. Seus inimigos já estão sem força, eu tirei a força deles, e, além disso, eu dei força de mil homens para cada um desses trezentos, que estão com você. Veja o texto a seguir: “Um só homem dentre vós perseguirá mil, pois o Senhor, vosso Deus, é quem peleja por vós, como já vos prometeu” (Js 23.10). Aleluia! Como é bom agradar a Deus, a vitória é certa. E assim aconteceu.
3º) O que na prática é o seu 2º Boi?

- O 2º boi de Abraão – foi Isaque seu único filho, o filho da promessa (Gn 22. 1-17);
- O 2º boi de Moisés – era a vara (poder e unção), seu único patrimônio (Ex 4. 3-7);
- O 2º boi da Viúva de Sarepta – era um pouco de farinha e um escasso azeite (I Rs 17. 12-16);
- O 2º boi do menino – foi os 5 pães e 2 peixinhos (Mt 14. 15-21);
- O 2º boi de Barnabé – foi a sua fazenda entregue a Igreja (At 4.37).
- Até mesmo O Senhor, para salvar milhares de filhos que estavam nas mãos de Satanás, deu o Seu 2º boi que foi e é Jesus Cristo.

Eu peço ao Espírito Santo, que Ele esteja te iluminando, de tal maneira, que você esteja entendendo esta palavra, e assim sua vida não será mais a mesma. Amém? Aleluia!

Mas, ainda quero lhe mostrar mais uma benção: Deus devolverá o seu 2º boi, basta entregar a Deus o teu melhor. Veja:

- O próprio Deus recebeu de volta o seu 2º boi, Jesus Cristo, agora glorificado.
- Abraão recebeu de volta a Isaque, e cumpriu-se a promessa: foi pai de uma multidão.
- Moisés recebeu de volta todo o poder ao libertar o povo do Egito e em Josué tomou posse da terra.
- A viúva recebeu de volta, pois, diz o texto, que ela, seu filho, e servos comeram dias e dias.
- O menino recebeu de volta, pois diz o texto que sobraram 12 cestos.
- Barnabé recebeu de volta, pois viu o crescimento da Igreja por todo o mundo, e como missionário nada lhe faltou.

Aleluia! Glória a Deus! Dê o seu 2º boi ao Senhor, entregue a Deus o melhor do seu amor, o melhor do seu tempo, de sua dedicação à obra, o melhor de sua vida, a melhor oferta, o melhor de tudo e receba as promessas de Deus para sua vida e a vitória sobre todos os seus inimigos espirituais. Amém!

6 de ago de 2009

009 - Buscando a Face de Deus

Introdução:

No Salmo 27, Davi suplica a Deus com urgente e ardente oração. Ele clama no v. 7: "Ouve, Senhor, a minha voz; eu clamo; compadece-te de mim e responde-me."

Essa sua oração, focaliza um desejo, uma grande vontade, algo que o estava consumindo totalmente: "Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei" (v.4a).

O que era esta coisa que Davi desejava acima de tudo - isso que ele fixou no coração como conquista, como alvo, como desejo? Ele mesmo nos diz quando afirma: "Que eu posso habitar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a sua beleza, e para meditar no seu templo" (v. 4b).

Não se engane: Davi não era um asceta, evitando o mundo lá fora; não era um eremita, procurando se esconder solitário em um lugar deserto. Não, Davi era um homem apaixonado pela ação. Era um grande guerreiro, com imensas multidões cantando suas vitórias em batalha.

Era também apaixonado para estar em oração e em cumprir sua devoção, com um coração que anelava por Deus. Mais do que tudo, Davi era um adorador. Era um homem de louvor que agradecia a Deus por todas as Suas bênçãos. Ele vivia dizendo, que o Senhor Deus tinha lhe abençoado a cada dia. Mas, ainda assim, ao mesmo tempo Davi era um homem de lutas. Ele encarou muitos inimigos e problemas por toda a sua vida. Todo o inferno estava engajado em destruir este bom homem.

Na realidade, Davi agora enfrentava um exército inteiro acampado ao seu redor, inimigos ímpios que tinham jurado "destruí-lo" (v.2). Mas Davi não estava com medo. Ele sabia quem estava ao seu lado nas batalhas, aliás, desde a primeira batalha que enfrentou quando ainda era um jovem e cuidava das ovelhas de seu pai Jessé.

No primeiríssimo verso deste Salmo, ele declara: "A quem temerei?" (v. 1). Ele estava confiante na graça e na misericórdia de Deus, e sabia que o Senhor lhe daria força, veja: "O Senhor é a fortaleza da minha vida" (v. 1b). É claro que Davi continuaria como sempre, vivendo sua vida com paixão. Contudo, a despeito de todas as bênçãos que tinha experimentado, algo ainda estava faltando.

Olhando para trás, Davi viu uma necessidade na alma que ainda não havia sido atendida. Toda a sua vida convergia para este único ponto, e ele clama a Deus por isto. Davi queria uma intimidade espiritual sem interrupções com o seu Deus! Isto é o que Davi quis dizer quando orou: "Que eu posso habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar sua beleza e meditar no seu templo" (v.4). Aleluia!

Davi não estava falando aqui de deixar o trono a fim de morar fisicamente no templo de Deus. Não. Seu coração anelava por algo que ele viu e sentiu no espírito. Para Davi, tinha de haver algo mais do que o culto de adoração no domingo. Ele sentia que havia algo do Senhor que ele ainda não tinha obtido, e ele não iria descansar até encontrar.

Ele, em resumo, queria ter uma comunhão ininterrupta com o meu Deus. Ele conheceu vitórias, foi livrado tantas vezes, viu a mão de Deus realizar milagres, mas, ainda assim, ele ansiava por algo inabalável. Eu queria que sua vida fosse uma oração viva e contínua nas mãos de Deus.
mas, por que Davi buscava tanto a face de Deus?

1º - Creio que Davi estava enjoado do ritualismo religioso sem vida.

Este piedoso homem estava cansado das cerimônias vazias, assistindo sacerdotes e adoradores em meio a formas de religião sem vida. Davi via nos rituais somente uma forma de religião, uma forma sem poder. Esta, religião fria e ritualista, era a razão pela qual o povo abandona a sincera adoração e se volta para os ídolos.

Davi queria conhecer vida, a realidade existente atrás dos rituais religiosos. Quem era o cordeiro do sacrifício? Qual era a realidade por trás dos incensos, dos candelabros? O coração de Davi ansiava saber, e ele tomou uma decisão. Disse: Chega não posso continuar assim. Simplesmente não estou satisfeito. Eu não vou gastar o resto da vida com esses meus desejos espirituais sem serem atendidos. De agora em diante, tenho um objetivo, um alvo na vida. Eu vou habitar na presença do Senhor e inquiri-Lo até obter o que o meu coração deseja.

Eu acredito que há milhões de bons cristãos hoje em dia, que amam o Senhor, mas percebem que há algo faltando em suas vidas. Isto, porque, muitas igrejas estão vazias de vida. Porque muitos sermões pregados por muitos dos nossos pastores são tão mortos, por outro lado, há mensagens poderosas da parte de Deus, mas, muitos dos membros é que não levam a sério e nem mesmo se preocupam em ouvir e viver a Palavra de Deus.

Davi não foi aos seus pastores, Abiatar e Zadoque, para falar sobre o problema. Ainda assim ele não abandonou a igreja. De fato, ele nunca parou de ir à Casa de Deus. Em lugar disso, determinou e resolveu em seu coração procurar a intimidade com Deus até que ele conseguisse conhecê-Lo intimamente.

Então Davi orou: "Ouve, Senhor, a minha voz; eu clamo; compadece-te de mim e responde-me" (v.7). Em outras palavras: "Senhor, eu quero ter um relacionamento ininterrupto contigo. Por favor, o que preciso para alcançar o meu desejo?".

Deus respondeu com estas simples palavras: "Buscai a minha presença" (v.8a). Davi respondeu a voz de Deus que falava no seu íntimo: “buscarei, pois, Senhor, a tua presença." (v.8b).

2º - Creio que Davi estava buscando tremendamente a Presença de Deus.

A presença de Deus é à Sua semelhança, a Sua imagem, o Seu reflexo. O Senhor revelou a Davi como satisfazer seus desejos: refletindo Deus na sua própria vida.

Como se Deus estivesse dizendo para Davi e para cada um de nós hoje aqui: “Aprenda de Mim. Busque a Minha Palavra, e ore para entendê-la buscando através do Espírito Santo, então você poderá ser como foi criado, sendo a imagem e semelhança de Deus”.

Deus quer que possamos refletir o seu caráter de tal maneira que todos possam ver Cristo através de nós, de nossas atitudes, do nosso comportamento, da nossa santidade. Isto é mais do que meramente um chamado à oração. Davi já orava sete vezes por dia. De fato, foram as orações de Davi que criaram nele esta paixão em conhecer o Senhor. Não, este chamado de Deus era para ter fome de um estilo de vida que refletisse totalmente quem é Deus.

Veja, no Calvário, Deus assumiu um rosto humano. Jesus veio à terra como homem, Deus encarnado. E fez isso para que pudesse sentir a nossa dor, ser tentado e provado como nós somos, e nos mostrar o Pai. As escrituras chamam Jesus de a expressão exata (isto é, a exata semelhança) de Deus. Ele é a mesma essência e substância de Deus Pai (veja Hb 1.3), o mesmo "entalhe". Resumindo, Ele é "tal como" o Pai em todos os sentidos.

Ainda até hoje, Jesus Cristo é a face, ou a própria semelhança de Deus na terra. E por causa dEle, nós temos ininterrupta comunhão com o Pai. Através da cruz, temos o privilégio de "ver a Sua face", de tocá-Lo. Nós podemos e devemos viver como Ele, testificou quando disse "Nada faço senão o que vejo e ouço do Senhor".

Hoje, quando Deus nos diz que devemos buscar a Sua presença, Suas palavras devem ter mais implicações do que em qualquer outro período da história. Por quê?
Porque a Igreja de hoje tem se distanciado muito do Senhor, pois cada um de seus membros só quer e só pensam em si mesmos, nos bens materiais, e quando O buscam, só O buscam por causa dos “pães”, isto é, dos benefícios materiais.
Precisamos voltar a simplicidade do evangelho, do evangelho em que possamos crer em milagres, que confiávamos que Deus iria nos suprir, que vínhamos a Igreja com alegria e não ficávamos em frente da televisão, etc, etc. Precisamos voltar a desejar buscar ao Senhor e o Seu poder.

3º - Creio que Deus tem algo a nos dizer sobre tudo isto.

O que temos visto por aí e por aqui também bem próximo de nós, são um grupo de Igrejas que fazem de tudo (tudo mesmo) para terem seus bancos cheios e seus cultos super, hiper lotados.

Ouvi de um presbítero nosso há poucos dias, que uma Igreja Evangélica perto de sua casa, que anda cheiíssima, com uma verdadeira multidão em seus cultos, que todos pintaram os cabelos de uma determinada cor (creio que foi verde) porque foi revelado (??).

E assim, é aqui e acolá. Tudo pode, tudo é possível, tudo justifica, pois o intento desses não é buscar a presença de Deus, de ter intimidade com o Senhor, e sim, ter um espetáculo no culto, e uma grande renda, no final das ofertas.

Fico a me perguntar: O que Deus tem a nos dizer sobre tudo isto?

Deus nos dá a mesma resposta que deu a Davi, quando este piedoso homem se viu cercado por um bando de idólatras: "Busque a minha presença". Este deve ser o nosso único e consumidor desejo na vida. Nossa única missão é estar em contínua, ininterrupta comunhão com o Cristo, uma intimidade muito pessoal com o Pai, e, intensa comunhão com o Espírito Santo.

E devemos fazer tudo isto com um único propósito: que possamos ser como Ele é. Que nos tornemos Sua expressão exata, tal que os que buscam o verdadeiro Cristo O vejam em nós.

Todo o evangelismo, toda a colheita de almas, todo o trabalho de missões será em vão, a menos que contemplemos a face de Jesus e sejamos continuamente transformados em Sua imagem. Jesus nos chamou para refletir Sua presença a um mundo perdido, que está confuso sobre quem Ele é.

Conclusão:

Estamos nos últimos dias, ninguém duvide disso. As religiões e a filosofia anticristã estão cada vez mais em moda. São pregadas e difundidas pela mídia sem nenhum temor. A “Nova Igreja Evangélica Emergente” é um misto de cristianismo com prática das religiões orientais, somado ao desejo desenfreado de seus líderes pelo poder e pelas altas somas financeiras que lhes vêem as mãos.

Por outro lado, a Igreja evangélica tradicional entregue ao seu comodismo e ritualismo, onde não se envolve e nem quer saber do que está acontecendo ao seu redor, nem mesmo de seus próprios “filhos na fé” que estão entregue a própria sorte diante disso tudo.

Não tenham dúvidas: Jesus Cristo está voltando, pois estes são alguns dos sinais da Sua volta.

Situação semelhante, como vimos, passou Davi, e deixou lição, pois a única coisa que devemos fazer é BUSCAR AO SENHOR.

Se O buscarmos, se estivermos em total e íntima comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Daí, devemos receber a mesma palavra que o Senhor deu a Davi: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” (v. 14). Assim seja! Amém!

3 de ago de 2009

008 - A Semeadura Que Prospera

Introdução:

O texto afirma: “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes." Salmos 126:5, 6

Quando uma pessoa sai a semear, espera-se, que as sementes jogadas na terra, venham a prosperar. Mas a realidade não é sempre assim. Quantas foram às sementes que nunca deram boas colheitas? Quantas não se obtiveram os resultados previstos? Mas uma coisa é certa: quem vive de semear, nunca deve deixar de semear.
Seja qual for o resultado, daquela semeadura, quem vive semeando, sempre terá esperanças, que na próxima semeadura, vai colher melhores frutos.
Este salmo nos apresenta, a figura do semeador que prospera. Não daquele, que semeia e se contenta com qualquer fruto, ou resultado da semeadura, mas daqueles, que se envolvem totalmente na sua missão e estão preparados, para enfrentar todas as circunstancias, que possam vir sobre a lavoura.
Apresenta também o salmo, o segredo da semeadura que prospera. Daquela que precisa, não somente dos elementos naturais da natureza, como água, sol, terra, cuidados etc., mas, que, necessita principalmente, dos elementos sobrenaturais, isto é, do poder de Deus para se prosperar na semeadura.
O salmista começa mostrando, que o presente, sempre deve está ligado ao passado, para que o futuro possa existir.
Voltando o pensamento para o passado, ele se lembra, que em outras circunstancias, já havia passado por situações semelhantes, e que houve um diferencial, e ele diz: “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo” (versos 1 e 2).
O diferencial, para que, momentos difíceis se tornem prazerosos, é o Senhor. Sim, o diferencial é Deus. Mas, você poderia estar dizendo: “é lógico que é Deus, eu o tenho, Deus é tudo...”.
Suas palavras soam corretamente, mas, será que, realmente Deus, tem estado em todas as suas decisões? Será que, você tem feito, toda à vontade de Deus? Será que, nos momentos difíceis, você tem apelado para o conhecimento, para as autoridades, para os especialistas etc., e não para Deus? Muitos falam de Deus, mas poucos O deixam falar.
Quando falo de semeadura, não quero referir-me, somente, ao ato em si de semear alguma semente, para colher um fruto, mas semeadura é tudo que precisamos fazer, para vivermos neste mundo. A Bíblia fala que “aquilo que o homem semear, ele vai colher”, logo, em todos os momentos, estamos semeando alguma coisa.
Voltando ao texto do Salmo 126, havia uma situação difícil, e hoje também, encontramos muitas situações difíceis, e porque não dizer, até mesmos impossíveis; e, é nessas situações, que observamos quem são aqueles, que de fato, estão preparados para obter, uma semeadura que prospera, e aqueles, que logo desistem largando o “campo” às intempéries.
Para termos, uma semeadura que prospera, precisamos ter uma mente esperançosa. Aquele que tem uma mente esperançosa, não se deixa amarrar pelo pessimismo exagerado.
Há pessoas, que em tudo vêem desgraça, outros, que não acreditam em nada; enfim, pessoas que só se realizam, quando logo de imediato, alcançam seus resultados, não sabem lutar, não sabem perseverar. São pessimistas, e com isso, perdem muitas “sementes” pois, desistem logo.
Precisamos ter mentes esperançosas, acreditar, se empenhar, perseverar e veremos, mesmo que, precisemos semear com lágrimas, os frutos de nossa semeadura. Uma mente esperançosa, não se deixa abater, pelas circunstancias adversas. Aleluia!
Um segundo aspecto, que temos que meditar é, em quem temos colocado as nossas esperança.
Ouvi de um irmão, “muito crente”, de uma Igreja que fui pastor, quando da eleição presidencial em que Fernando Collor foi eleito, que agora sim, ele teria esperanças, que o Brasil iria melhorar.
Passou-se alguns dias, veio à posse, e logo depois, o confisco da poupança. Esse irmão procurou-me desesperado, quase enfartado, pois havia vendido inúmeras cabeças de gado, e havia depositado o dinheiro na poupança, e agora, não sabia como faria, com seus negócios. Cadê a sua esperança? Colocou-a no homem e não consultou a Deus.
Precisamos ter uma mente esperançosa, mas, precisamos colocar nossa esperança centralizada somente em Deus. Não firmada em uma ação política, não esperando por um decreto ou ação judicial; coloquemos nossa esperança, tendo como centro Deus, porque sem Deus, nossos projetos humanos, não dão em nada.
Quando colocamos Deus, de fora de nossos negócios, ou no sentido do texto, de fora de nossas semeaduras, tudo o que fizermos dará em vão.
Por que? Porque “Se não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, Israel que o diga; não fosse o Senhor... O nosso socorro está em nome do Senhor, criador do céu e da terra” (Salmo 124).
A semeadura que prospera, até aqui, poderemos dizer que é aquela em que temos uma mente esperançosa, e a nossa esperança deve está centralizada em Deus.
Mas... Também precisamos fundamentá-la na perseverança: “Os que com lágrima semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes” (versos 5 e 6).
Não que toda semeadura seja difícil, seja dolorosa, espinhosa ou coisa e tal, não. Mas há, diversas situações na vida do crente, em que ele precisará enfrentar, mesmo que, com lágrimas e cansaço, para ser vitorioso e tenha uma semeadura próspera.
Perseverar é continuar, mesmo que as circunstancias, digam que não, mesmo que, aos olhos humanos, não venha a dar fruto, mesmo que todos digam que não.
Perseverar é acreditar, é continuar, se empenhar, não desistir, e tudo o mais, que nos diga, mesmo que, no nosso mais profundo íntimo, de que seremos vitoriosos. E falando no mais profundo íntimo, eu te afirmo meu irmão, que esse é o lugar onde o teu Deus, em que você colocou a sua esperança, vai lhe falar. Aleluia!
Um coração, uma alma esperançosa, que coloca a sua esperança não em homens ou governos, mas em Deus, e, que fundamenta sua esperança na perseverança, será com certeza, uma pessoa próspera em tudo que realizar, e tudo que semear irá prosperar. “Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas cousas vos serão acrescentadas. Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino” (Lucas12: 31-32).
Por que então desistir? Vamos sempre semear, e certamente, prosperaremos.
Existirá, um grande testemunho, para os de fora, quando o crente pauta a sua vida, seus objetivos, sua semeadura em Deus. As coisas que para muitos seriam impossíveis começam a acontecer em sua vida, e os outros vêem em você a ação de Deus, e O glorificam, como no texto do Salmo 126: “então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles” (verso 2b). E os “da família”, também reconhecem, pois os benefícios alcançam a todos: “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres”.
Não devemos cometer o erro de confiar em outro poder, porque se assim alguém o fizer, certamente falhará.
Quando você estiver em situações difíceis, reafirmando tudo o que pelo Espírito já lhe falei, pense ainda mais nesses três argumentos que lhe apresentarei:

1º - Considere os milagres do passado, como medidas mínimas para o futuro. Isso mesmo volte ao passado, observe o quanto Deus já lhe abençoou e lhe livrou. Esse mesmo Deus ainda continua contigo, e certamente, o que Ele já fez, será o mínimo que o fará agora;

2º - Considere os lugares secos, como rios em potencial. Olhe para o texto: verso 4 – “restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”. O Neguebe era uma porção de terra seca, ao sul de Israel. Era um deserto. Contudo, em determinada época do ano, o deserto se transformava num grandioso jardim, com ervas verdes, plantas e flores das diversas qualidades, enfim uma terra fertilíssima. Isso devido, ao derretimento da neve, que se alojava nos cumes dos montes ao redor, que ao se derreterem, transformava-se em água, que regava o deserto. Aleluia! Deus cuida de tudo;

3º - Considere o trabalho árduo, como prenuncio de uma grande e boa colheita. Verso 5: “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão’. Para se obter, grandes bênçãos, necessita-se de grandes trabalhos. A luta será grande, mas a benção será maior ainda. Quando a luta for grande, não desanime, mas se fortaleça no Senhor, e na força do seu poder, e veja isso, não como algo, que possa lhe entristecer ou que não lhe de estimulo, mas sim, como certeza que os frutos serão muito bons.

Concluindo, se assim posso dizer, pois na Palavra Deus os temas nunca se concluem, tão grandiosa é essa Palavra, mas encerrando este, a semeadura que prospera, é aquela feita e fundamentada nos propósitos de Deus para cada um de nós. O que é bom para mim, pode não ser para você, logo busque em Deus, e coloque-se diante de Deus, e de seus propósitos. Amém!

007 - O Valor de Se Fazer a Obra de Deus

Introdução:

O texto de Atos 8.4-13, 36-40, apresenta um evangelista abençoado: Felipe. Seu primeiro encontro com Jesus foi marcado por uma grande fé. Jesus disse apenas “segue-me”, e Felipe prontamente o seguiu (Jo 1.43).

Logo depois, esse novo convertido, encontra a Natanael, e anuncia-lhe a boa nova e o leva a Jesus (Jo 1.45). Diante da descrença inicial de Natanael, Felipe apenas diz: “vem e vê” (Jo 1.46). Felipe era um homem que aprendeu a crer e a viver, vendo o poder de Deus em Jesus Cristo.

Em Atos 6.5, vemos que Felipe estava entre os sete diáconos escolhidos no meio da multidão, testemunhando assim, que ele perseverou em seguir a Jesus e era um dos homens que estacam cheios do Espírito Santo.

Em Atos 8.4, mostra-nos que Felipe estava entre os que sofreram perseguições, contudo ele não se deixou intimidar com essas perseguições, e firme na Palavra de Jesus, pregava em todos os lugares. Descendo a Samaria, pregava-lhes a Palavra (At 8.5), não se intimidando com os samaritanos que eram inimigos dos judeus.

Felipe era tão usado por Deus, que diz o texto que ”as multidões atendiam, unânimes, as coisas que Felipe dizia” (At 8.6).
Isto porque “os espíritos imundos de muitos possessos saiam gritando em alta voz”, e ainda mais, “muitos paralíticos e coxos foram curados”, trazendo muita alegria naquela cidade (At 8.7-8). Aonde há o poder de Deus, ali é um lugar de alegria, de vidas alegres.

Felipe era um evangelista, um missionário, um crente bem realizado. Em Atos 8.9-10, nos relata o texto que até mesmo um grande mago da cidade, abraçou a fé (veja tb v. 13 – Simão, o mago).

Contudo, diz o texto em At 8.26, que um anjo lhe apareceu trazendo uma ordem: “Dispoe-te e vai para a banda do Sul, no caminho que desce de Jerusalém para Gaza. Este se acha deserto. Ele se levantou e foi”.

Agora, notem: Ele se levantou e foi.

Foi para onde? Para um lugar, um caminho que está deserto. Um evangelista bem sucedido, aquele que as multidões lhe atendiam a voz unânimes crendo em Jesus.

Aquele que operava muitos sinais, muitos milagres, realizava muitas curas, etc.

Sim, este mesmo... deixou seu ministério proeminente... Parecia absurdo ir para aquele lugar deserto, mas ele foi... Parecia sem lógica ir para um lugar onde não havia ninguém, mas ele foi... Parecia loucura, deixar as multidões e ir para um lugar onde não passava ninguém, mas ele foi... Por que?

Porque ele não se prendeu ao seu grande ministério cheio de realizações...

1. Porque ele conhecia a VONTADE DE DEUS.

2. Porque ele ouvia a VOZ DO ESPÍRITO SANTO.

3. Porque ele era OBEDIENTE.

4. Porque ele sabia que a OBRA É FEITA PELO SENHOR por seu intermédio, ele mesmo não tinha nada.

5. Porque ele se esqueceu da sua posição e correu atrás do CARRO DO EUNUCO.

6. Porque ele COMHECIA A PALAVBRA DE DEUS.

7. Porque ele NÃO PERDEU A OPORTUNIDADE DE LEVAR aquele homem a JESUS E BATIZÁ-LO.

8. Porque ele NÃO TINHA PRECONCEITOS (v. 27 - o homem era um eunuco).

RESULTADOS:

a) O Eunuco partiu para sua terra alegre.

b) Felipe cumpriu a sua obrigação.

c) O Eunuco foi um missionário em sua terra levando muitos a Jesus Cristo.

CONCLUSÃO:
Nós precisamos aprender com o Espírito Santo, como Felipe o fez, para que possamos também sermos evangelistas capazes e bem realizados.

Mesmo em lugares, que aparentemente, não nos dará frutos, precisamos ir e obedecer a voz do Espírito Santo. Amém!