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11 de set de 2009

16 - Uma Mensagem de Esperança para Tempos Difíceis

Seja o quê for que Paulo tenha testemunhado no céu isso o impactou de tal maneira, que para o resto da vida ele quis ardentemente estar lá (2 Coríntios 12.2).
Quando Paulo se refere à sua experiência no paraíso, ele fala de ter estado no “Terceiro Céu”. Os estudiosos no tempo de Paulo ensinavam que havia três camadas de céus: primeiro, a atmosfera física na qual habitamos; a seguir o segundo céu, onde as estrelas estão; e, finalmente, o terceiro céu onde Deus e o paraíso estão.
Tudo o que eu posso dizer sobre esse assunto com segurança é que Jesus ascendeu ao “céu acima de todos os céus”. E nos disse que está lá agora preparando um lugar para o Seu povo.
Também disse, “Voltarei outra vez, e lhes levarei para lá. Onde Eu morar, vocês morarão”. Em resumo, amado, não dá para eu dizer como o céu é. E não sei muito sobre o que está acontecendo lá.
Não tenho nova revelação a oferecer, não tenho uma versão como a de Paulo. Mas dá para dizer como o céu não é, e o que não está lá, pois isso é o quê as escrituras oferecem. E, como você verá, o que isso revela nos dá motivos para nos alegrarmos!

Começamos com a Visão do Apóstolo João em Apocalipse 21. João conta que não encontraremos as seguintes coisas no céu:

1. Não existirão mais mares. "Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Ap. 21.1). Ele está declarando que não haverão mais ameaças vindas dos grandes blocos de água: não haverá mais ciclones, furacões ou tsunamis assassinos. Na verdade, a única água que é mencionada quanto à essa nova terra será um rio de júbilo que corre através das ruas da Nova Jerusalém. João fala o seguinte dele: "Me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro" (22.1).

2. Não haverá “lenços” no céu. Não teremos nenhuma necessidade dessas coisas, pois os textos das escrituras implicam em que nem precisaremos de glândulas lacrimais. "(Deus) lhes enxugará dos olhos toda lágrima" (21.4). Segundo João, as lágrimas simplesmente não existirão no céu. Igualmente, não haverá mais funerárias, caixões de defuntos ou cemitérios. Por que? Porque "A morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto" (21.4). Pense nisso: não ficaremos mais ao lado dos caixões, chorando a perda dos queridos. Não haverá mais choro ou luto, porque no céu nunca iremos morrer. Uma vez tendo sido ressuscitados do sepulcro terreno pelo poder da ressurreição de Cristo, nunca poderemos morrer outra vez.

3. Não haverá mais farmácias, hospitais, médicos, enfermeiras, ambulâncias, analgésicos ou receitas. João diz: "Já não haverá... dor" (21.4). Não precisamos falar nada sobre isso e sim dar glória a Deus. Aleluia!
4. Não haverá mais medo, não haverá mais incredulidade, não haverá mais coisas abomináveis, assassinatos, mentiras ou feitiçaria. A Bíblia diz que todos os que praticam tais coisas serão lançados no lago de fogo: "Quanto... aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras, e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre" (Ap 21.8). Não haverá mais esse medo no céu. Nem haverá mais qualquer violência ou assassinato. Há pouco, um homem que atacava crianças admitiu ter molestado mais de cem delas. Graças a Deus, no céu não haverá mais tais abominações.
5. Não haverá mais motivos para se mudar no céu. Co muitos anos de ministério pastoral, já mudei de casa várias vezes e como isso é ruim. Sou grato porque quando chegarmos ao céu, nunca mais teremos de nos mudar. Como eu sei disso? Jesus diz: “Não se turbe o vosso coração...Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar” (João 14.1-2).
6. Não há inválidos no céu, nem cegos, surdos, ou corpos em declínio. A Bíblia diz que teremos novos corpos no céu. Claro, essa é uma doutrina bem conhecida dos cristãos, e Paulo tinha muito a falar sobre ela. Ele escreve, “Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?” (I Co 15.35). Em outras palavras, as pessoas podem se perguntar: “Que tipo de corpo ressuscitará dos mortos?”. Paulo responde que, o Corpo que entra na sepultura, não é o corpo que sairá dela: “Quando semeias, não semeias o corpo que há de ser... Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve” (I Co 15.37-38). Em outras palavras “os corpos que habitaremos no céu serão à Sua semelhança. Serão celestiais e não terrenos”.
7. Não haverá relógios no céu, pois o tempo não existirá mais. João escreve que um anjo apareceu diante dele de pé sobre o mar e a terra. O anjo então levanta a mão para o céu e, segundo João “jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora” (Apocalipse 10.6).
Paulo Resume Isso Com Uma Admoestação a Todo o Povo de Deus. Paulo exulta: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.57). Muitos cristãos citam esse versículo diariamente, aplicando-o à suas lutas e tribulações. Mas o contexto no qual Paulo o diz sugere um significado mais profundo. Só dois versos antes, Paulo declara, “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (15.54-55).
Paulo estava falando eloqüentemente sobre o seu ardente desejo pelos céus. Ele escreve: “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial” (2 Co 5.1-2).
O apóstolo então acrescenta: “Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (5.8).
CONCLUSÃO:
De acordo com Paulo, o céu – o estar na presença do Senhor por toda a eternidade – é uma coisa que devemos desejar de todo o nosso coração. E isso, garantimos, quando aqui na terra vivemos de acordo com a Palavra de Deus, em obediência e santidade.
Assim espero, assim creio, assim vivo. Amém.

15 - O Pior Homem do Mundo

O texto é o de 2 Crônicas 33. 1-20 e algumas perguntas para entendermos o assunto, eu faço a voces: Você conhece uma pessoa má? Você conhece uma pessoa que só faz maldades? Você conhece uma pessoa que não tem respeito pelo próximo, que não respeita e humilha a mulher, que não tem consideração aos pais e que mata os próprios filhos? Você conhece uma pessoa que adora os seres do céu, que é agoureiro, pratica feitiçarias, tratava com mortos e faz tudo o que pode para provocar a Deus a ira?

Então, você conhece um homem mal, mas hoje eu vou te apresentar O PIOR HOMEM DO MUNDO. Seu nome é MANASSÉS, e foi um Rei em Israel.

Diante disso, eu quero também te apresentar O MELHOR DEUS DO MUNDO: O SENHOR.

Agora pense sobre esta três afirmações que irei argumentar:

1. Não há alguém tão mau, tão mau, tão pecador, que não possa ser restaurado por DEUS.

2. Não há pecado tão grande, tão grande que não possa ser perdoado por DEUS.

3. Não há envolvimento tão intenso, tão intenso com Satanás, que não possa ser libertado por DEUS.

Isto porque, Deus não tem prazer na morte do pecador, e sim, o prazer de Deus é que o homem esteja em comunhão com Ele.

Manassés, como o próprio nome significa “esqueceu-se de Deus”, esqueceu do que seu pai fizera (o Rei Ezequias), e assim envolveu-se na mais tremenda escuridão.

Veja suas atitudes:
V. 2 – “fez o que era mal perante o Senhor”;

V. 3 – “tornou a edificar os altos... levantou altares aos baalins... fez postes ídolos... se prostrou diante de todo o exército do céu e os serviu”.

V. 4 – “edificou altares na Casa do Senhor”.

V. 5 – “edificou altares a todo o exército dos céus nos átrios da Casa do Senhor”.

V. 6 – “queimou os seus próprios filhos como oferta... (aos demônios), adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros, e fazia o que era mau para provocar o Senhor à ira”.

V. 9 - E mais, Manasses não só praticou tudo de errado, mas ainda levou o povo de Deus a errar, a pecar, de maneira que eles fizeram pior do que as nações que viveram ali antes deles.

V. 10 – E mesmo diante disso tudo, Deus, que é Misericordioso, falou “a Manasses e ao povo, porém não lhes deram ouvidos”, ou seja, não Lhe escutaram e nem se arrependeram.

Manassés foi uma pessoa tão má, que diz a tradição judaica, que foi Manassés que mandou serrar o Profeta Isaías pelo meio, para não ouvir mais a mensagem que o chamava ao arrependimento.

Mas, mesmo sendo um homem tão perverso e mau, o melhor Deus do mundo, foi ao seu encontro e o restaurou.

Deus usou a sua palavra, nos lábios de seu profeta Isaías para que ele mudasse de atitude e se arrependesse.

Mas, quando a palavra não resolve, Deus por amar aquela pessoa e desejar que ela se arrependa, usa outros métodos.

V. 11 – “os príncipes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam a Manassés com ganhos, amarraram-no com cadeias e o levaram a babilônia”.

E somente humilhado, e nesse estado deplorável, que Manassés se rendeu a Deus e foi transformado.

O QUE LEVOU MANASSÉS A RECEBER A RESTAURAÇÃO DE DEUS? V.12-13

1. Suplicou ao Senhor;

2. Muito se humilhou perante Deus;

3. Fez oração, ou seja, abriu um diálogo com Deus, procurou a Deus.

E por ter: suplicado, se humilhado e aberto um diálogo com Deus, o Senhor veio ao seu encontro e o restaurou. Por isso afirmei:

1. Não há alguém tão mau, tão mau, tão pecador, que não possa ser restaurado por DEUS.

2. Não há pecado tão grande, tão grande que não possa ser perdoado por DEUS.

3. Não há envolvimento tão intenso, tão intenso com Satanás, que não possa ser libertado por Deus.

Depois dessa transformação, Manassés “reconheceu que o Senhor era Deus” (v. 13 b), e passou a ter e a tomar atitudes corretas diante de Deus e do povo de Israel (v. 14 – 16).

CONCLUSÃO:

- Mesmo que haja alguém em sua família que você julgue que NÃO TEM MAIS JEITO, saiba que o Deus a quem servimos pode mudar essa situação e essa pessoa.

- Mesmo que haja alguém aqui, que se julgue no mesmo estado de vida como Manassés, deve saber que se você ABRIR UM DIÁLOGO COM DEUS, e se humilhar, orar e se arrepender de seus erros e pecados, também poderá ser restaurado pelo MELHOR DEUS DO MUNDO.

Por fim, aprendamos mais duas lições:

a. Para Deus a pior pessoa pode ainda ser uma benção. Há esperança.

b. Precisamos levar a mensagem restauradora a todas as pessoas, sem restrições.

c. Devemos, como atalaias de Deus, buscar os pecadores para terem um encontro com Deus e serem transformados.

Não há o pior homem do mundo, e sim HÁ O MELHOR DEUS DO MUNDO. Aleluia! Amém.

14 - O Poder em Potencial

Qual é o lugar aonde se concentra as maiores riquezas de uma cidade? Onde poderemos encontrar as maiores riquezas de um país? A resposta, para ambas as perguntas, é uma só: no cemitério.

Você está estranhando a resposta? Mas, é isso mesmo, no cemitério se encontram as maiores riquezas de uma cidade. Enterrado no cemitério, estão os sonhos não realizados, os projetos não concluídos, os alvos não alcançados, as bênçãos não recebidas, os cânticos que não foram cantados, os livros que não foram escritos e nem lidos, e etc.

Por quê? Porque, enquanto estamos vivos, tudo pode ser conquistado, mas depois da morte nada mais pode ser alcançado. Tantas são as coisas que temos deixado de realizar, coisas que deveríamos ter feito e não o fizemos... pois, nos deixamos levar pela circunstancias da vida e desistimos.

A Bíblia nos fala em Ec 9.10: ”Tudo quanto te vier a mão para fazer, fazei-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

Está vendo, caros irmãos, que é no cemitério, que estão as maiores riquezas de um povo?

Essa riqueza, escondida no cemitério, foi levada para lá por milhares e milhares de pessoas, que não lutaram, talvez, poderiam ter se empenhado um pouco mais para conquistar seus ideais, e agora estão lá sem proveito algum no cemitério.

Essa riqueza, escondida no cemitério chamo de “riqueza em potencial”.

E, o que é potencial? Potencial é poder não usado; é capacidade escondida; é poder adormecido; tudo o que você pode ser, mas não é; é tudo que você pode fazer, mas não faz; tudo que você realmente é, mas ainda não realizou; é sua capacidade encoberta.

Deus não quer que levemos para o cemitério, todo o nosso potencial, pois ninguém nasce totalmente vazio, Deus, ao nos fazer nascer, já colocou dentro de nós “riquezas”, que servirão para os seus propósitos aqui na terra.

Você é importante para Deus, pois o Senhor vê todo o poder em potencial que Ele já colocou em você.

Quero re recordar do texto de Gedeão (Jz 6.14) e a maneira de como o Senhor o chamou. Deus disse: “Vai nessa tua força...”.

Gedeão não compreende e estranha essa palavra, e diz que “era o menor na casa de seu pai e sua família a mais pobre em Manasses”, mas, o Senhor ao falar com ele dessa maneira, estava enxergando todo o potencial de Gedeão. O Senhor sabia, o que tinha posto dentro dele.

Em Gênesis 1.11,12, vemos que tudo o que Deus criou, Ele colocou uma semente dentro, isso para que, continuasse a produzir.

A semente é o poder em potencial. Deus colocou na semente de uma árvore, muitas outras árvores, Deus colocou uma floresta de árvores em uma só semente.

Dá para entender? Quando Ele olha para uma semente de mangueira, por exemplo, Deus não vê uma só semente, Ele vê uma floresta de mangueiras.

Quando Deus olha para mim ou para você, Ele não está procurando ver nossos erros, pois Ele já sabe que somos pecadores. Deus está procurando ver o tanto do nosso potencial, que Ele colocou em nós, que já foi usado.

Ele quer ver, se eu e você estamos dando frutos, quer ver seus propósitos em nós se realizando e se multiplicando.

O homem incrédulo recebe um caroço de manga, que alguém chupou e joga fora. Olha uma semente e diz: Para que me serve isso é apenas
um caroço, uma semente.

Mas o homem, a mulher crente, olha para o caroço, para a semente, salta de alegria, porque vê no caroço e na semente, muitos frutos, muitas árvores em potencial.

Repito. Deus, quando olha para você, não está procurando suas falhas, Ele já as conhece, antes da fundação do mundo, e já morreu pelos seus pecados.

Deus está olhando o seu interior, as suas riquezas interiores, está olhando para o seu potencial que Ele mesmo colocou, e quer vê o tanto que você já utilizou.

O homem vê as condições naturais, o exterior e diz: “Não conseguirá”. Deus vê, o poder em potencial no nosso interior, e diz vai conseguir, é vitorioso, vai alcançar, vai realizar, vai cumprir.

Deus quando criou o homem, deu tanta importância, que disse: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”, e com as próprias mãos.

Você é importante para Deus. Mesmo que, alguém diga que não é nada; mesmo que, sua própria mãe ou pai digam, que você nasceu contra a vontade deles, não se entristeça, não se preocupe.

Deus é quem tem a palavra final, e quando Ele te formou, colocou, ele mesmo, toda a riqueza dentro de você.

Diga para você mesmo: eu sou importante para Deus.

Diga para alguém: você não me conhece, você não sabe o que eu posso realizar. Você não conhece o meu potencial.

Deus não vai exigir nada, que Ele não tenha colocado dentro de você. Quando Ele nos dá um sonho, um desejo de realizar alguma determinada coisa, Ele está nos lembrando, o que já está colocado dento de nós, para que possamos fazer.

Se você já está satisfeito com o que já fez, acaba se acomodando, e não faz mais nada, e impede ainda, que se faça o que se deve fazer.

Deus não está preocupado com o que já realizamos, porque, Ele sabe que muito mais, tem dentro de nós para que possamos realizar e muito ainda para receber de Deus.

O Salmo 139.13,16 – colabora por confirmar as palavras que digo, quando afirma: “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Os teus olhos me viram a substancia ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles, escritos e determinados, quando nem um deles havia ainda“.

Deus já escreveu sua história, não permita que Satanás mude a história de sua vida, com mentiras e tentando-o, a sair da vontade de Deus.

Você não é um erro, você nasceu de um propósito de Deus. Não aborte seus sonhos e ideais, deixe-os nascer, Deus vai realizá-los, pois foi Ele mesmo, que os colocou dentro de você.

Para que se cumpram os seus propósitos, através de cada um de nós, Deus enviou o Espírito Santo.

É o Espírito Santo, que age, dentro de cada um de nós, e faz ”acordar” os sonhos em potencial, para assim, Deus cumprir os seus propósitos.

Deus é contigo, e você tem o poder em potencial, use-o, pois, cada vez que o usamos, ele se renova e aumenta mais e mais em nós. Passamos a ser bem realizados no que fizermos, e certamente, daremos glória a Deus.

Não desista. Não pare. Não esmoreça. Você tem os sonhos de Deus e Jesus Cristo é contigo. Sonhe, e continue sonhando. Você é um vencedor, você tem muitas coisas ainda para realizar e Deus conta contigo.

Creio que o Espírito Santo, já te iluminou para que você entendesse Sua mensagem. Mas, quero ainda, apresentar o texto de Gênesis 1.11,12:

“E disse: Produza a terra relva, ervas que dêem semente e árvores frutíferas que dêem frutos segundo as sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom“.

Cada erva ou árvore tem a sua semente, conforme a sua espécie. Nós, também, somos a boa semente de Deus. Temos a boa semente.

Satanás sabe disso, e ele procura corromper esta semente, para que não produza os frutos, que foram determinados por Deus.

Cabe a nós, ouvirmos a voz do Espírito. Não desista de ouvir a Deus, pois, o Senhor jamais vai ficar te acusando de seus erros.

Deus deseja apenas, que você utilize todo o poder em potencial que há em você, e assim, certamente você estará cumprindo a Sua vontade.

Assim creio e espero. Deus te abençoe. Amém!

7 de set de 2009

13 - Trabalhando e Frutificando

Vejamos o texto de 1 Coríntios.10: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que falem todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.”

Observando o tema e o texto proposto, podemos notar, que há um grande desejo de todos nós para que essa realidade esteja presente na vida de toda Igreja.

Espera-se que, todo trabalho, venha a frutificar; e, para que isso ocorra algumas atitudes devemos ter. E são essas atitudes, que o texto citado nos apresenta: 1. Falar todos a mesma coisa; e 2. Que não haja divisões entre o povo de Deus.

Sendo assim, e por causa disso, devem ser “inteiramente unidos”. De que forma? “na mesma disposição mental e no mesmo parecer”.

O que o Apóstolo Paulo está rogando, pelo nome de Jesus Cristo, isto é, pela autoridade de Cristo, que é o Senhor e Cabeça da Igreja, é que todos aqueles, que são de Cristo, devem viver em TOTAL UNIDADE de espírito, de propósitos e de ações.

Essa unidade de espírito, propósitos e ações, só será obtida quando: a) permitirmos a ação do Espírito Santo; b) quando ouvirmos, entendermos e praticarmos o que Deus está falando em nosso meio; e c) quando nos colocarmos na disposição de “Corpo de Cristo”, isto é, em unidade como membros e sujeito ao “Cabeça”, que é Cristo.

O salmo 133, nos apresenta essa relação de UNIDADE, quando nos diz: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmão! (V. 1)”. O que o Espírito Santo quer dizer é que “enquanto estão vivendo em união os irmãos, enquanto os irmãos habitam juntos em harmonia, enquanto os irmãos tem os mesmos propósitos e interesses”, essa unidade produzirá algo bom e agradável a todos, sem distinção.

Mostra ainda que, não é preciso que todos sejam iguais, mas sim, que todos possam ter a mesma visão, os mesmos propósitos e que os interesses sejam únicos. Daí, ou por causa disso, essa UNIDADE “é como o óleo precioso sobre a cabeça, a qual desce para a barba, a barba de Arão e desce para a gola de suas vestes” (V. 2).

Essa UNIDADE era como a unção de Deus na vida dos sacerdotes, que ao recebê-la, desempenhavam bem suas funções na ligação do povo à Deus.

Também, era como “o orvalho do Hermom”, que sendo um alto monte ao norte de Israel, onde nele se acumulavam grandes quantidades de neve, recebido pela providência de Deus; da mesma forma... o pequeno monte Sião, mais ao Sul, também recebia os mesmos cuidados de Deus, o Pai.

Logo, “Ali”, ou seja, nesse ambiente de paz e harmonia, “ordena o Senhor à Sua bênção e a vida para sempre” (V. 3). Por isso, amados, “é bom e agradável à unidade entre o povo de Deus”.

Como trabalhar frutificando para Cristo?

1. Vivendo em Paz com os irmãos

A unidade do povo de Deus produz PAZ, no seio da Igreja. Paz com Deus, paz com o próximo, paz consigo mesmo, porque Deus se agrada dessa unidade, pois Ele sabe que “todo reino dividido não subsistirá”: “Então. lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver. Mas os fariseus, ouvindo isso, murmuravam: este não expele os demônios senão pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios, Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá” (Mt 12: 22, 24-25).

Quando um grupo, uma Igreja, uma família, etc. vive em divisão, isto é, tem duas visões, esse grupo não pode subsistir, acabará se enfraquecendo e não produzirá. Daí deve buscar a paz, pois a paz é um elemento de aglutinação e união.

Veja o texto: Rm 14. 17 – “Porque o reino de Deus, não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. E continua (versos 18-19): “Aquele que desse modo serve (trabalha) a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros”.E isso, para que não venhamos a julgar aos irmãos” (V. 10, 13).

A unidade produz paz, e, vivendo em paz, passamos a entender ao nosso irmão, e entendendo-o, passamos a amá-lo, daí “quando depender de vós tende paz com todos os homens” (Rm 12. 18).

2. Buscando o Progresso e Bem Estar do Grupo

A unidade produz progresso e bem estar na vida da comunidade. Veja a história de um médico no Sanatório: Perguntaram a um médico que sozinho trabalhava e andava no meio de vários loucos. – O senhor não tem medo, de que esses loucos lhe façam algum mal? – Não, respondeu o médico, porque loucos e lunáticos não se unem, são totalemte desunidos. Só os loucos não se unem, não conseguem fazer nada em grupo, em unidade.

Veja o valor da unidade em Ec 4. 9-12: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu salário. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se arrebenta com facilidade”.

Precisamos aprender a viver em UNIDADE, para que tenhamos progresso e bem estar. Sozinhos não chegaremos a lugar nenhum. Nossas diferenças, nas mãos do Espírito, se completam e só assim, teremos vitórias.

Veja o texto de Jz 20. 11 – “Assim, se ajuntaram contra esta cidade; todos os homens de Israel, unidos como um só homem”.

3. Visando o Crescimento da Igreja

O alicerce e a continuidade da UNIDADE entre os irmãos na Igreja, se fundamenta em Jesus Cristo. Jesus é o único pastor de um só rebanho.

Veja Jo 10. 14-16: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim. Assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.

Paulo afirma esse fato, quando diz que temos uma só cabeça (que é Cristo) e um só corpo (que é a Igreja). Logo, os membros desse corpo se vinculam e são dependentes uns dos outros (I Co 12. 12-20), visando a UNIDADE. Veja o verso 25: “para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.”

Vejamos alguns ensinamentos bíblico:

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6: 2).

“completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2: 2-3).

“Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 15: 5-6).

Será que é fácil ter unidade? Não. Não é fácil, mas tem-se que buscá-la com toda a nossa força.

O valor da UNIDADE: “ Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus” (Mt 18: 19).

Observe a história do velho moribundo, seus filhos e os gravetos. Perguntou um velho moribundo, em cima do leite em que estava: - Qual de vocês seria capaz de quebrar estes gravetos?

Mesmo sem entender o propósito disso, um de seus filhos pegou o feixe de gravetos, dobrou, fez força e nada conseguiu. Um outro, que se considerava mais forte, também pegou, dobrou, fez muita força e nada. Também não conseguiu.

Passaram todos os filhos, e nenhum deles conseguiu quebrar os gravetos. Uns gravetos começaram a desfiar, entortaram, mas quebra-los, não conseguiram.

Então seus filhos lhe perguntaram: - Pai, por que, o senhor queria que quebrássemos estes gravetos?

Ele respondeu: - Não, meus filhos, quero apenas, no fim de minha vida ensina-los, quem sabe, a lição mais importante para vocês.

O velho moribundo desatou o feixe de gravetos, e um a um foi quebrando, cada um deles, e lhes disse: - Se vocês estiverem desunidos, separados uns dos outros, vocês não poderão resistir a ninguém, e até mesmo, alguém como eu, irá quebrá-los como fiz com esses gravetos, e vão prevalecer sobre vocês; mas, por outro lado, se vocês estiverem unidos uns aos outros, como estes gravetos foram unidos, ninguém, também poderá destrui-los.

E continuou: - A nossa união é que nos fez vitoriosos, mas agora quando eu parti, vocês devem continuar unidos como esses gravetos. Amarrados uns aos outros pelo amor e pelo sangue.

Nosso trabalho só terá recompensa e frutificaremos, quando deixando de lado tudo que é da carne, e passarmos viver pelo Espírito.

Concluo dizendo: Fujamos das obras da carne, pois elas acabam com a UNIDADE do Corpo de Cristo. “Ora, as obras da carne são conhecidas e são:... ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas ... e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

Sigamos a Palavra de Deus e nosso trabalho frutificará. “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; e que em nada estais intimidados pelos adversários” (Fp 1. 27-28).

Que, a cada dia possamos viver em Unidade, sem divisões, falando as mesmas coisas, para que assim, possamos cumprir a vontade de Deus. Amém? Aleluia!

12 - A Trombeta está soando.

De todos os profetas do Velho Testamento, Amós fala mais claramente aos nossos dias. A profecia que ele traz se aplica à nossa geração, como se fosse recortada das manchetes de hoje. Em verdade, a mensagem de Amós é uma profecia dupla: foi dirigida não apenas ao povo de Deus em seus dias, mas também à igreja de agora, em nosso tempo.

Amós descreve Deus como um leão que ruge, pronto para atacar Israel com julgamento: “Rugiu o leão, quem não temera? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará?” (Amós 3.8). O profeta declara: Deus se levantou como um leão que ruge, pronto para atacar a presa. E ao ouvir esse rugir do leão tenho de avisar.

O Senhor estava usando Amós para despertar Israel. Qual era a mensagem? Resposta: Deus estava prestes a enviar julgamento sobre o povo, devido à malignidade e corrupção devastadoras. Naturalmente, Deus nunca julga um povo sem primeiro levantar vozes proféticas para preveni-lo: “Certamente, o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7).

Agora, Amós vendo a nuvem do juízo se formando, é compelido a dizer: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?” (Amós 3.6).

A mensagem de Amós aqui é de fazer a gente ferver por dentro: Deus fez soar a trombeta de advertência para Seu povo. Mas ninguém se alarmou. Neste exato instante, muito poucos querem ouvir mensagens que tenha a ver com julgamento, sobre arrependimento e mudança de vida. Mas o Senhor fala segundo o Seu querer. E Seu Espírito nos provê forças para ouvir Sua palavra, entregue por ungidos e dará condições para que seus servos fiéis possam atendê-las.

1) Amós dirige suas profecias primeiramente ao Povo de Deus, à Igreja de Concessões.

Agora Amós diz: Ouvi a palavra que o Senhor fala contra vós outros, filhos de Israel” (Amós 3.1). O rugir do leão era contra o próprio Israel. O povo de Deus estava prestes a ser punido por corromper a pura adoração ao Senhor: “De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi; portanto, eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades” (Amós 3.2).

Há uma lei divina que ressoa por todas as escrituras. Ela diz, basicamente: Quanto maior a medida da graça derramada sobre um povo, maior será o julgamento que cairá sobre esse povo, se a graça de Deus for desprezada. Se um povo recebeu muita verdade, ele é mais responsável. E se corromper essa verdade, seu julgamento será dobrado. Esta lei aplica-se a um povo, a uma igreja, mas aplica-se também a uma pessoa, a um indivíduo.

Em Seu grande amor e sabedoria, o Senhor tem procurado purificar o mundo com correções severas. Ele permite secas, inundações, colapsos financeiros, furacões, mudanças drásticas do tempo, derretimento do gelo nas camadas polares, e ultimamente o colapso financeiro mundial. Ele está soando a trombeta alto. Mas ninguém está ficando alarmado por causa disso.

Muitos pastores, por não terem conhecimento da Palavra de Deus e por não saberem conhecer os tempos, declaram: Deus não é assim. Não é Ele que está por trás dessas tragédias. Tudo isso é obra do diabo.

Preste atenção às seguintes palavras de Amós:

“vos deixei de dentes limpos em todas as vossas cidades e com falta de pão em todos os vossos lugares; contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor”. Deus está dizendo claramente ao povo, que Ele está prestes a causar um colapso econômico em seu meio.

• “Além disso, retive de vós a chuva, três meses ainda antes da ceifa; e fiz chover sobre uma cidade e sobre a outra, não; um campo teve chuva, mas o outro, que ficou sem chuva, se secou” (4.7). O Senhor claramente controla o clima, seja ele bom ou mau.

• “Andaram duas ou três cidades, indo a outra cidade para beberem água, mas não se saciaram” (4.8). Deus controla a seca. E agora mesmo, temos visto alguns estados brasileiros e outras regiões do planeta, com dificuldade de água.

• “Feri-vos com o crestamento e a ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das vossas figueiras, e das vossas oliveiras, devorou-a o gafanhoto” (4.9). Nos últimos meses, temos notícia do mundo inteiro e também aqui em nossa pátria que enxames de pragas estão matando plantações inteiras.

• “Feri-vos” (4:9). Quem é o responsável por todas essas coisas? Deus quer que fique bem claro em nossas mentes: Ele está por trás de tud:. “Enviei a peste contra vós outros à maneira do Egito; os vossos jovens matei-os à espada, e os vossos cavalos, deixei-os levar presos, e o mau cheiro dos vossos arraiais fiz subir aos vossos narizes; contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor” (4:10).

Você não pode me dizer que o Senhor não está por trás de todos os julgamentos que estamos experimentando. Muitos ministros apresentam Deus como um avô bonzinho e meio caduco. É claro, o Senhor é misericordioso e traz graça. Muitos não entendem é que os julgamentos de Deus são a Sua misericórdia e a Sua graça.

Com isso, Ele está dizendo: Voltem para mim. Tive de enviar essas correções para purificar a nação, e receber sua atenção. Vocês chegaram tão fundo no pecado, que ficaram cegos. Agora julgamento é a única linguagem que entenderão. Tudo isso é por causa do amor que tenho por vocês.

2) Amós profetiza um duplo julgamento: Sobre a Nação e simultaneamente sobre a Igreja

Amós fala dos julgamentos de Deus como “grandes tumultos” (Amós 3.9). A palavra tumulto significa “estado de confusão”. Em outras palavras, se não mudarmos, seremos levado ao caos e a transtornos através de grandes problemas e, até mesmo, com muitas enfermidades: “Porque...não sabe fazer o que é reto, diz o Senhor, e entesoura nos seus castelos a violência e a devastação” (Amós 3.10).

O que Amós quer dizer aqui quando se refere a “castelos”, é o que chamaríamos grandes negócios ou enormes corporações. Pense nos acontecimentos que têm se desenvolvido atualmente. Inúmeros dentre os mais respeitados grupos de negócios, bancos, etc. estão sendo denunciados por “entesourar nos seus castelos”. Presidentes de instituições confiáveis trapacearam os acionistas através de práticas fraudulentas de contabilidade. Dispensaram milhares de empregados. Enquanto isso construíram enormes pés de meia para si próprios. Enquanto empobreciam alguns, asseguravam riquezas para seu próprio benefício.

Amós declara: “Os teus castelos serão saqueados” (Amós 3.11). Essas corporações, antes inabaláveis, agora estão falindo. Contudo, mais terrível do que tudo, Amós prediz uma peste de medo, devido as grandes quedas das bolsas de valores do mundo inteiro: “Um inimigo cercará a sua terra, derribará a tua fortaleza” (Amós 3.11).

Será que as palavras do profeta poderiam vir em hora mais certa? Ele avisa: Um inimigo vai jogar longe a sua coroa de esplendor. Esses palácios de poder e bens nos quais vocês se gloriam, serão arrasados até o solo.

Após tudo isso, um leão econômico aparecerá, devorando a riqueza e a prosperidade daqueles que se enriqueceram por meios ilícitos: “Como o pastor livra da boca do leão as duas pernas ou um pedacinho da orelha, assim serão salvos os filhos de Israel que habitam em Samaria com apenas o canto da cama” (Amós 3.12).

Quando um leão se apossa da presa, ele devora até chegar ao osso. É exatamente isso que Amós diz que o inimigo fará. Ele não vai deixar nada senão reduzidos restos das riquezas conseguidas ilegalmente. Amós lhes diz: Vocês achavam estar seguros por causa dos milhões guardados. Mas um leão urrando vai devorar tudo; quando acabar, não vai sobrar nada senão carcaça.

Amado, hoje a mesma trombeta de advertência está soando novamente, mas muito poucas pessoas estão ficando alarmadas com isso. As escrituras afirmam que o julgamento começa pela casa de Deus. Na verdade, antes de atacar qualquer nação, o Senhor revelará Sua ira na igreja: “Ouvi e protestai contra a casa de Jacó... No dia em que eu punir Israel, por causa das suas trangressões, visitarei também os altares de Betel” (Amós 3.13-14). A casa de Jacó aqui representa a Igreja, o povo de Deus.

Pense no que Amós profetiza nesse ponto: Deus certamente julgaria toda nação que se virasse contra Ele. Ele permitiria que adversários ímpios pilhassem e aterrorizassem estas nações. E toda pessoa que se voltasse para os prazeres do mundo e para a corrupção, seria humilhada e diminuída. Contudo, em meio a todas essas coisas, a primeira preocupação de Deus ainda seria a Sua igreja. Ele se preocupa com o Seu povo, com aqueles que se chamam pelo Seu nome.

Não importa se o governo remove o nome de Deus dos tribunais, das escolas, dos lugares públicos e etc. Nada disso faz sofrer o Senhor mais do que o mal presente em Sua igreja. Deus ri das tentativas tolas dos ímpios em empurrá-Lo para fora da sociedade. O dia de acerto de contas dessas pessoas já chegou. Nesse exato momento elas estão sendo visitadas pela Sua ira.

Mas quem mais fere o Senhor é a Sua própria família. Ele se magoa mais profundamente pela corrupção de Seus filhos – da Igreja. O Senhor então focaliza o quê estava ocorrendo nos altares de Israel. O nome Betel quer dizer “casa de Deus, local de pura adoração”.

No passado foi dito o seguinte sobre esses altares: “O Senhor está neste lugar” (Gênesis 28.16). Em verdade, Jacó chama Betel de “temível lugar” (28.17). Com isso ele quis dizer lugar de reverência, porque Deus manifestou Sua presença lá.

Betel é onde Jacó recebeu a visão da escadaria subindo ao céu. Era um lugar santo de adoração, onde Deus encontrava os que O buscavam em pureza. Com freqüência, por toda a história de Israel, o Senhor referiu a Si próprio como “o Deus de Betel”. E certa ocasião, Ele instrui Jacó a retornar a Betel para restaurar os altares.

Em resumo, Deus estava dizendo a Israel: Vou julgar sua nação corrupta. O mundo vai tremer por causa da guerra e da violência que virá sobre vocês. Vou mandar enchentes, secas, pestes, ferrugem nos vegetais. A economia será demolida, suas riquezas serão devoradas. No entanto, ao mesmo tempo em que faço essas coisas, também visitarei Betel. Vou derramar julgamento sobre o Meu povo, porque corrompeu os Meus altares. Vou puni-lo por causa da adoração iníqua.

Hoje, permanece um espírito de Betel na igreja. É uma posição de apostasia espiritual. E sua principal característica é uma adoração programada para pessoas e não para Deus. É uma demonstração exterior da carne, cheia de zelo e exuberância. Mas não tem nenhuma santidade. E é uma armadilha que está enlaçando muitos nesses últimos dias. Quanto mais essas pessoas crêem que essa adoração é de Deus, mais cegas se tornam. E o Senhor está pronto para julgar tudo isso. Ele avisa: Se você está envolvido nessa adoração corrupta, estará apenas multiplicando os pecados.

Novamente Deus volta a falar: “Oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai ofertas voluntárias, e publicai-as” (Amós 4.5). Por que Ele diz isso? É porque a lei proibia levedo em carne oferecida para ser consumida pelo fogo (v. Levítico 2.11). Além disso, pão com fermento era só para os sacerdotes. Igualmente, toda oferta voluntária de pão deveria trazer “bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite” (7.12).

Por todas as escrituras, o fermento é visto como um tipo de pecado carnal. Era às vezes usado para se referir à lepra. A mensagem de Deus aqui é clara: As suas ofertas de louvor estão cheias de carnalidade. Só aceito sacrifícios santificados, ofertados por mãos limpas e corações puros. Não pode haver fermento, nenhuma indulgência carnal, na Minha presença. “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (Salmos 24.3-4).

Exteriormente os adoradores de Betel eram muito religiosos. Zelosamente faziam os sacrifícios à toda manhã. E eram fiéis no dízimo e nas ofertas. Novamente, Deus insiste: “Cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e...os vossos dízimos” (Amós 4.4). Ele via tais pessoas começar cada dia com louvor e adoração. Alegravam-se ao ir às reuniões de louvor. Em verdade, o movimento de adoração de Betel ficou tão popular, que se estendeu às cidades da região, de Betel a Gilgal, a Berseba.

Mas o Senhor avisava a todos: “Porém não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba...Betel será desfeita em nada” (5:5). Deus estava prestes a derrubar tudo. Ele consumiria todos os sacrifícios fermentados de louvor e adoração. Por que? Porque “deitais por terra a justiça” (5:7).

Graças a Deus pelos Altos, Aceitáveis e Santos Louvores que sobem até Ele

Deus ainda possui um remanescente santo e separado, cujos sacrifícios de louvor são puros. São santos piedosos que não estão presos aos cuidados do mundo. O seu louvor tem o som de poderosas águas que jorram. E estão quebrantados diante do Senhor, em santa reverência por Ele. Desta reverência provêm gloriosos gritos de louvor.

Porém multidões dentro da igreja estão sempre procurando coisa nova. Desejam maneiras novas e estimulantes de se adorar a Deus. Então buscam altares de Betel, onde o louvor é alto e alegre. Mas a adoração nesses lugares é dirigida por homens que não pranteiam pelo pecado existente na casa de Deus. Seu louvor pode ser exuberante e cheio de cores. Mas inexiste a verdadeira presença de Cristo. E inexiste proteção contra os enganos da carne.

Provavelmente foi estimulante tomar parte nas reuniões de louvor em Betel. Mas os adoradores não tinham interesse nas coisas de Deus. Eles não ajudavam os pobres, nem atendiam ao necessitado. Antes, seu louvor era cheio de carnalidade e fermento. Amós previne: “Buscai ao Senhor...para que não irrompa na casa de José como um fogo” (Amós 5:6). Igualmente, desejo oferecer esse aviso do Senhor: o seu pastor não está pregando uma palavra que expõe o pecado? Não há uma repreensão piedosa, um chamado ao arrependimento, uma advertência para abandonar o pecado? Então você provavelmente está adorando em um altar de Betel. E corre grande perigo de ser enganado.

Deus declarou: “Visitarei também os altares de Betel; e as pontas do altar serão cortadas e cairão por terra” (3:14). Essa palavra é devastadora. No Velho Testamento, o altar de madeira do templo tinha quatro pontas nos cantos. Essas pontas eram cobertas por metal, e tinham a forma de chifres de carneiro. Os chifres representavam o direito do santuário. Agarrando-se a eles, o infrator da lei se colocava sob a graça salvadora e protetora de Deus. Quando era menino, ouvi muitos antigos santos dizendo: “Estou seguro, Senhor. Me agarrei nas pontas do altar”.

Vemos esse tipo de santuário ilustrado na vida de Adonias, filho de Davi. Esse rebelde tinha tentado usurpar o trono de Israel. Mas o outro filho de Davi, Salomão, determinou prisão e morte para Adonias. Em pânico, Adonias fugiu para o templo, e se agarrou às pontas do altar. Sua vida foi poupada.

Agora Deus estava dizendo a Amós que cortaria essas impressionantes pontas de proteção. O Senhor iria arrancar as pontas do altar, e jogá-las ao chão. Isso significava que o povo não ficaria mais sob Sua proteção. Pelo contrário, ficaria sujeito a grande engano. Não teriam nenhuma segurança contra falsos doutrinas, ou falsa adoração.

3) Deus diz que ao visitar Sua Igreja, ele fechará tudo que estiver contaminado.

Em todas as igrejas haverá pranto, porque passarei pelo meio de ti, diz o Senhor. Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz... Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles...Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene” (Amós 5.17-24).

A mensagem de Deus é clara: enquanto Sua justiça não começar a jorrar em nosso meio, purificando nossos corações, não seremos capazes de Lhe dar verdadeiro sacrifício de adoração. Louvor proveniente de corações cheios de lascívia e cobiça, são senão barulho aos Seus ouvidos. Ele não aceitará a adoração daqueles que buscam só prazer, ou se recusam a perdoar os outros.

No meio de todas essas advertências proféticas, Amós traz essa palavra de esperança: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis. Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo; talvez o Senhor, Deus dos Exércitos, se compadecerá do restante de José” (514-15).

Concluo dizendo: Leve a sério a mensagem de Amós. Busque o Senhor de todo o coração. Permita-se ser julgado por Sua Palavra. Confesse e abandone seus pecados. Então Deus o abençoará dando discernimento. Você será capaz de adorá-Lo em Espírito e em verdade. Hoje é tempo de nos voltarmos para Deus, buscando a Sua face com sinceridade e vivendo de fato o Senhorio de Cristo em nossas vidas. Amém!